Algumas pessoas tem feito pesquisas com as expressões “nome sujo”… Evidentemente, trata-se do problema das restrições cadastrais impostas pelo comércio ou pelo mercado financeiro por razões variadas e que implica em impedir o acesso a novos financiamentos.
O tema é controverso. Há instituições de microcrédito que definem em seu regimento de crédito que não atendem casos em que os demandantes de crédito enfrentem tais tipos de restrições. Querem valorizar com isso que o microcrédito assenta sua força na confiabilidade do tomador de crédito. Outras organizações tem procurado examinar as motivações determinantes da inscrição da pessoa nos serviços de proteção ao crédito. Isto depende muito da política de cada organização e da “tecnologia” de concessão de crédito que se adota.
Se de um lado, a não concessão de novos financiamentos pode evitar um super-endividamento, de outro, pode impedir que a pessoa encontre alternativas de geração de renda inclusive para quitar os débitos pendentes.
O tratamento mais adequado me parece ser aquele da investigação das causas da restrição cadastral, com a possibilidade da concessão do microcrédito. O que se faz necessário, nestes casos, é uma avaliação ainda mais rigorosa pela instituição, pelo agente de crédito, e com certeza, a estruturação de mecanismos de garantia e proteção maior à organização.
Nos grupos solidários desenvolvidos em algumas áreas da Grande São Paulo há vários casos de cadastros negativados em que o crédito tem sido concedido e em que o grupo mantém adimplente, pagando em dia seus compromissos.
Assim, não me parece correto um tratamento meramente formal ou documental para a solicitação de crédito, o que, se vier a ocorrer, iguala a organização de microcrédito aos bancos, retirando-lhe sua especificidade e principal qualidade: o foco no potencial das pessoas empreeendedoras de baixa renda.
Aos leitores que enfrentam este tipo de dificuldade apresento um exemplo. Certa ocasião, na organização em que atuei, apareceu um senhor que trabalhava com transportes. Seu caminhão fora roubado e, como era antigo, não tina seguro. Ele havia encontrado outro caminhãozinho velho, que poderia comprar com determinado valor. Mas, não havia o que oferecer como garantia. A solução que encontramos foi que seis amigos dele, da igreja do seu bairro (ele frequentava uma comunidade católica), assumiriam a garantia como avalistas. O crédito foi feito, ele adquiriu o caminhãozinho e voltou a trabalhar. Pagou – não sem dificuldades – o crédito, mas pagou. Por isto,sugiro que não desistam e entrem em contato com as entidades de microcrédito existentes no país. Há possibilidade de superar o problema, havendo um bom diálogo e disposição de reunir pessoas que conheçam você e que se disponham a apoiar sua iniciativa e seu trabalho.
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Olá Edmar, meu nome é Wilson Vamerlati Dutra e atualmente sou Gerente de Operações da OSCIP Banco do Empreendedor de Florianópolis/SC. Trabalhamos juntos em 2007 em 2 encontros do Ministério, um em Florianópolis e outro no Rio de Janeiro.
Gostaria de te parabenizá-lo pelo blog e dizer que estou sempre acessando-o. Canais como esse são fundamentais para gerarmos o crescimento principalmente intelectual das práticas das microfinanças.
Referente ao texto, no Banco do Empreendedor possuímos uma linha de crédito chamada SANEAMENTO FINANCEIRO o que nos dá todas condições de avaliar de forma justa a solicitação de créditos para “limpar o nome”, sem marginalizá-lo. Essa é ma prática adotada pelo Banco do Empreendedor que é de grandioso sucesso. A inadimplência nos casos de saneamento financeiro são irrelevantes, demonstrando assim, o quanto esta forma de se agir pode ser responsável e vencedora.
Abraço,
Wilson Vamerlati Dutra
Gerente de Operações Banco do Empreendedor
Wilson,
muito obrigado pelo comentário!
Obrigado pelo elogio à iniciativa, mas mais ainda por trazer a informação sobre o trabalho que vocês tem realizado, o que ajuda a enriquecer as informações sobre o caminho das microfinanças no Brasil.
Grande abraço.
Edmar
Estes bancos podres brasileiros são protencionistas. Eles geral a pobreza deste país e negam crédito ara as suas vítimas, frutos de sua ganância. Criam clubinhos entre os bancos, jogam sujo, criam listas negras e desgraçam a vida das pessoas, negam crédito até para quem quistou suas dívidas e que querem começar do zero e voltar a ser bons pagadores, negam e não se dispõem a explicar o porque de tal negativa mesmo vocêe stando “limpo”. Consultam bancos de dados e rastreiam a vida dos cidadãos. Bancos não geram riqueza alguma para este país, só sugam o sangue dos brasileiros. E o memso para esta adminsitradoras de cartão de crédito. O Brasil se emprerra por causa deles!!!
como eu faço para conseguir um emprestimo
com o banco do povo.
por favor me orientem pois estou precisando muito !!
Olá,
Já lhe mandei um e-mail, com algumas sugestões. Mas, essencialmente, procure uma das organizações de microcrédito que atue em sua cidade ou região. Se você mantiver um pequeno negócio, mas que esteja bem organizado, é possível que consiga seu crédito e possa prosseguir sua caminhada, com o apoio dessa organização.
Boa sorte.
estou com nome sujo, e gostaria de financiar uma maquina de fazer sorvete italiano, como devo proceder para conseguir esse financiamento, estou sem capital para iniciar esse novo negócio, por favor me ajudem!!!!
Gostaria de montar uma floricultura mais nao tenho credito para isso sera q vcs podem me um voto de confiança…
Lourdes,
É preciso saber em que cidade você mora, e verificar se já existe alguma organização de microcrédito atuando aí. Tente usar o formulário para pedir seu empréstimo que desenvolvemos no PNMPO:
http://www.mte.gov.br/microcredito/emprestimos.
Um abraço!
Edmar