Durante as reuniões do PDI – Plano de Desenvolvimento Institucional, no segundo semestre de 2007, foram identificados diversos problemas que dificultavam a aceleração do ritmo de disseminação do microcrédito produtivo orientado no país. Uma destas dificuldades, determinante para o problema da obtenção de funding pelas organizações de microcrédito, é a referente à ausência de garantias a oferecer aos bancos por financiamentos que eles viessem a disponibilizar.
Em fevereiro de 2008, houve uma reunião em que participaram além da equipe do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (Max, Humberto e Edmar), três consultores (Joni Franck, Julia Ambros e Roberto Vilela), o prof. Paul Singer, o coordenador da CGFAT, Manoel Eugênio e o deputado federal Pepe Vargas (PT) e o prof. Ricardo Melo. Além da equipe do PNMPO, Joni e Julia foram convidados por conhecerem os processos de implantação de duas experiências de sistemas de garantia de crédito, a AGC – Associação de Garantia da Serra Gaúcha e a Garantia RS, o dep. Pepe Vargas, por ter sido o patrocinador da implantação da AGC, enquanto prefeito de Caxias do Sul; o prof. Ricardo por ter um livro publicado sobre o tema, resultado de sua pesquisa de mestrado na UFSC; e Roberto Vilela por ser um respeitado consultor em microfinanças. O CGFAT participou em função da FUNPROGER que tem entre suas incumbências assegurar garantias às organizações de microcrédito. A presença do Prof. Paul Singer não precisa ser justificada, claro, pela lucidez de sua contribuição, sempre.
Após a exposição do modelo adotado na AGC Serra, em Caxias do Sul, debateu-se os limites financeiros e operacionais para a utilização do Funproger.
O que parece ser mais viável e ágil é que se constituia uma OSCIP aos moldes da AGC Serra, que funcione em regime mutualista, própria das organizações de microcrédito, que poderiam compor o capital inicial da AGC, obter apoio de outros organismos interessados (na forma de empréstimos ou doação), e obter também recursos dos orçamentos públicos: federal, estaduais ou municipais . Com tal perfil, uma Associação de Garantia poderia cumprir um relevante papel de enriquecer o ambiente das microfinanças no Brasil, fortalecendo as organizações operadoras.
No III Seminário do PNMPO, em 15 e 16 de julho de 2008, o tema voltará à pauta, com o debate propiciado por uma das mesas de discussão programadas.
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