A Carta de Cusco

Em 2005, no mês de maio, estive no Peru, num evento sobre microcrédito. Tratava-se de uma conferência chamada “Compartimos“, promovida pelo Consórcio Etimos, italiano. Era o Ano Internacional do Microcrédito, e o Consórcio com sede na Itália, mas composto por organizações diversas (ONGs, cooperativas, IMFs, etc.), dentro de sua política de reunir sua assembléia apoiando a participação dos sócios dos países do “sul”, decidiu realizar a conferência na América Latina, onde estão situadas a maioria das organizações associadas, fora da Europa. Escolheu-se então a cidade peruana de Cuzco, antiga capital do império incaico, onde existe uma atuante organização de microcrédito, o MIDE – Microcredito para el Desarrollo.

À medida em que as apresentações e debates se realizavam, começou a surgir a idéia de escrever e publicar uma carta, que sintetizasse a opinião dos participantes do evento sobre o Microcrédito e os debates cada vez mais intensos a respeito do desenvolvimento de uma “indústria das microfinanças”. A carta foi redigida, votada e publicada, e atualmente encontra-se publicada como Carta de Cusco, a informar a filosofia e a orientação que move o Consórcio Etimos em sua ação em favor das finanças solidárias. A redação da carta ficou sob incumbência minha, de Rosina Valverde, do MIDE e de Gerardo Porres, da Edpyme Confianza, de Lima. Para conhece o texto, clique aqui.

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